Notas fora de circulação foram encontradas em obra e serão vendidas em Carazinho
Reprodução/RBS TV
Uma pequena fortuna foi encontrada durante a demolição de um prédio no centro de Carazinho, no Norte do RS. Porém, para a tristeza do proprietário, o achado não tem mais valor: o cofre estava cheio de dinheiro, porém em notas de cruzeiro, cruzado e cruzado novo, que não circulam no país há décadas. A história virou assunto na cidade.
Como se trata de moedas e períodos difrentes de circulção, não se sabe ao certo quanto o dinheiro valeria nos dias de hoje. As cédulas vão ser catalogadas e algumas vendidas, caso algum colecionador tenha interesse. Não há estimativa do valor que o montante represente atualmente.
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O terreno onde o cofre foi encontrado pertence à família do empresário Andrei Goelzer Bratz há décadas.
“Todo mundo sonha em achar um tesouro, e de fato achamos, mas dessa vez vai ser pra coleção mesmo”, brincou Andrei.
‘Infelizmente não era dólar’
Segundo Andrei, foi o operador da máquina que demolia o prédio quem viu o cofre e chamou os proprietários.
“O cofre já estava semiaberto pela força da máquina e quando vimos, estava cheio de dinheiro. Todo mundo se alvoroçou, mas logo a gente viu que era dinheiro antigo. Infelizmente não era dólar”, brinca o empresário.
A suspeita é de que o cofre tenha sido esquecido por uma antiga empresa que funcionava no local e encerrou as atividades no início dos anos 1990.
“A empresa tinha cinco mercados na época e lidava com muito dinheiro em espécie pra troco. Ela saiu daqui em 1993, na época da transição entre moedas. Como provavelmente era um dinheiro já desvalorizado eles acabaram esquecendo”, explicou Andrei.
Mesmo sem valor comercial, a história rendeu e mexeu com a imaginação das pessoas. O filho do empresário e estudante de Economia, Arthur Mazzutti Bratz, também acompanhou a demolição no momento da descoberta.
“A repercussão da história foi longe. Quando encontraram o cofre, começou aparecer um monte de gente aqui, perguntando o que era o dinheiro, se era real, mas a gente logo falou que não valia nada. De qualquer forma é uma história muito curiosa, mas vai ficar pra coleção”, diz o estudante.
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